Contexto
A emissão de Permissão de Trabalho (PT) em obras complexas envolve até oito assinaturas, checklists de segurança, anexos de fotos e validação por papel. Em obras grandes, isso paralisa atividades por horas todos os dias.
O desafio: digitalizar o processo inteiro em um app que funcionasse offline, no celular do trabalhador, em campo aberto e com pouco sinal.
Pesquisa em campo
Passei cinco dias em obra acompanhando emissões reais, com supervisores, engenheiros de segurança e operários. Mapeei 23 momentos de bloqueio — desde “perdi o papel” até “a internet caiu no túnel”.
Insights principais:
- Tempo de leitura é crítico. Operários leem em diagonal — telas precisam de hierarquia agressiva.
- Foto é o documento. Mais útil do que assinatura digital, porque comprova o estado físico.
- Offline-first é inegociável. Sinal cai 30% do tempo em obra.

Design
Estruturei o fluxo em três estados: rascunho, em análise e aprovada. Cada estado tem uma cor de fundo e um ícone específico, visível mesmo com tela sob sol forte.
Assinatura por foto. Em vez de assinatura digital (que ninguém validava juridicamente), o app captura uma foto do trabalhador com EPI no local. Resolve auditoria e dobra como prova de presença.
Checklist adaptativo. O app monta o checklist com base no tipo de atividade (trabalho em altura, espaço confinado, hot work). Reduzimos campos médios de 47 para 18.
Resultado
- 78% de redução no tempo médio de emissão (de 42 min para 9 min).
- Zero papel em três obras-piloto após dois meses.
- +5.000 PTs emitidas no primeiro semestre.
O app virou parte do contrato de fornecimento padrão da GAP.